sábado, 10 de maio de 2008

Ecos

“O nosso mundo acelera e acelera e aceleramos de um momento para o outro sem ter a noção de cada momento. A arte dá a oportunidade de nos abrirmos às coisas como elas são. É algo que podemos fazer como artistas, apresentar uma experiência que abre a memória, o poder da emoção e abranda o tempo, de modo a podermos sentir o momento.”

Meredith Monk
25. Abril. 2008
Entrevista ao Y,
suplemento do jornal Público.


Foi um feliz acaso, na véspera do último espectáculo de “A Fuga de Wang-fô na CMAG”, ter lido esta entrevista a Meredith Monk no Público. Tratava-se precisamente disto: usar a capacidade performática do teatro, enquanto veículo de uma experiência que pode abrir a percepção do espectador ao objecto artístico e ao seu lugar.

Como é que uma experiência teatral pode intensificar a experiência do visitante do Museu? Esta era a questão central.

(...)
Depois foram convidados a finalizar a acção com uma visita livre pelo Museu, levando com eles um envelope já selado e endereçado à Casa-Museu, onde dizia: “Numa situação limite como a de Wang-fô. Não tendo tela nem pincéis para fugir, mas podendo escolher uma peça da Casa-Museu, qual escolheria? Porquê?”.

(...)

(in Relatório da Residência Artística apoiada pelo Fundo Cultural da GDA)